Eu sou a voz que você nunca ouviu, eu sou o beijo que nunca te traiu. Eu sou a máscara que você jogou fora, eu sou o desprezo que você adora.
Sou um todo, e um nada, sou fora do seu padrão.
Eu sou a pedra e o pão, a água e o corrosivo. A mim me chamo amigo, a ti quem sabe altivo.
Eu sou palavras não ditas, sou invisível. Sou de lua, insensível.
Sou alguém indefinido, ou quem sabe algo. Meu amor finito, é um alvo.
Descalça, cabelos, areia e afins; tudo o que não me agrada, me agrada. "Ambigüíce, cretinice.''
Não preciso que você me entenda, o interessante a mim já preencheu.
Não preciso de matéria, necessito de espírito. Minha pátria, minha terra, Deus; meu abrigo.
Oh santa paciencia, não fuja mais de mim! Pois não quero ser como calcário; pois ainda que pedra, continua sendo frágil.
- Não me machuque, literalmente quebrável.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
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